Cultura Música

Soltando a Voz

Dona de uma voz versátil e potente, Camilla Bortolato aprendeu com o pai a gostar de música e nos revela um pouco de sua paixão pelos diversos estilos musicais: Rock n’ Roll, Jazz, Soul Music, Blues e MPB, dentre outros.

– Quem é você? Sou Camilla Bortolato Raimundo, tenho 26 anos. Nasci e moro em Franca – SP.

– Qual é a sua formação? Estudei e me formei na Escola Pestalozzi. Graduei-me em Direito pela Faculdade de Direito de Franca em 2012. Hoje, além de advogada, sou cantora.

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Arquivo Pessoal

Como a música aconteceu na sua vida? Durante minha vida toda fui ligada em música. Meu pai sempre foi um grande apreciador da música, o que me fez ouvir de tudo o tempo todo. E meu avô materno, um grande artista em muitos sentidos: ele era ourives e, nas horas vagas, tocava violão clássico, coisa que ele aprendeu sozinho. Ele era um autodidata. Eu era apaixonada pelo que ele tocava, então sempre que estava com ele, pedia pra ele me ensinar um pouco. Ele foi minha maior influência a tocar violão clássico. Com 10 anos, ganhei o meu primeiro violão, mas só comecei a estudar o instrumento na música erudita aos 14 anos. Fiz aulas com o querido mestre José Marques por 12 anos, por quem tenho muito carinho e gratidão.

– E como você partiu do violão clássico para o canto? Sempre fui muito curiosa, então gostava, desde criança, de ouvir músicas do mundo todo, de todos os estilos, reproduzindo e “cantarolando” o que eu ouvia. Assim, fui aprendendo sozinha algumas técnicas de canto e, depois, com aulas, fui aperfeiçoando minha voz e eu o faço até hoje.

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Arquivo Pessoal

– Você então já nasceu com o dom de cantar? Acho que “dom” é uma coisa que não nasce completo. Ele deve ser estimulado e trabalhado. Tenho um bom ouvido pra música desde criança, mas fazer música exige muito estudo e trabalho. Acredito que ter estudado a música clássica por um tempo me ajudou muito a entender um pouco mais sobre a performance musical, em geral.

– Você se formou em Direito, se tornou advogada e hoje é cantora. Além do dom e do gosto, o que te fez decidir ser cantora como profissão? Eu me considero uma pessoa artística. Na minha infância e adolescência fiz aulas de dança e teatro, sempre fui fascinada pelas artes em geral. Sempre tive necessidade em me comunicar. Mas descobri que, de todas as artes, cantar é o que mais consegue expressar o que sou e estava presente em todo o resto que eu fazia. Eu me sinto plena cantando, e assim consigo passar a mensagem literal do que eu sinto. Por muito tempo, lutei contra a timidez que me impedia de cantar publicamente. Tive muito medo também de seguir o meu sonho de ter uma carreira como cantora. Então, por algum tempo, me distanciei um pouco da música – como artista – e me voltei ao Direito. Mas, nos últimos anos, enfrentei o medo e a timidez, comecei a trabalhar em técnica vocal e, desde então me lancei à profissão de cantora. É o que me faz feliz. Hoje concilio as duas profissões numa boa, com seriedade e profissionalismo. Sou cantora, mas minha formação e experiência como advogada me trouxeram ensinamentos muito válidos, inclusive para o exercício sério e responsável do meu trabalho na música.

O que fez com que você criasse coragem para seguir o sonho e ser cantora? Descobri que faltava alguma coisa pra eu me sentir plena. A música precisava estar mais presente na minha vida, e eu não conseguia mais pensar nisso só como hobby. Então procurei meios para me aperfeiçoar e me “redescobrir”, e assim foi natural “criar coragem”. Quem me ajudou muito nisso foi a maravilhosa cantora Renata Prado, minha professora e hoje, grande amiga e parceira de trabalho, bem como todos do “Quintal do Poeta” (escola de música), que se tornaram uma segunda família pra mim. Devo a cada um deles muita gratidão por terem me mostrado que eu era capaz de fazer o que mais amo, com qualidade e de forma profissional. Música é o que eu sou e hoje é também o que eu faço.

Quais são suas influências? Por ter ouvido muita música a vida toda, o meu gosto musical é bastante eclético. Gosto de ouvir de tudo, mas como cantora tenho as principais influências de Blues, Rock n’ Roll, Jazz, MPB, Soul Music, Folk e até Pop. Minhas influências vão de Aretha Franklin a Led Zeppelin, por exemplo. A lista de artistas que me inspiram é gigante (risos).

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Onde se apresenta e quais são seus projetos artísticos? Canto com bandas e faço “violão e voz” em bares, casas de show e eventos diversos. No último ano, alguns projetos muito bonitos têm se consolidado: o “Rock n’ Blues Night” e o “Tributo Alanis Morissette” são destaque, ambos em parceria com a Renata Prado. Tenho hoje em dia alguns projetos musicais em andamento, que estão sendo elaborados com muito carinho e que em breve serão revelados. O que posso dizer por enquanto é que são projetos que envolvem grandes amigos músicos e que me ensinam todos os dias, explorando muita coisa nova em ritmos e gêneros musicais diversos. Nossos projetos abordam a diversidade em muitos sentidos e em breve vão se materializar. Temos trabalhado muito para isso.

Como você se vê daqui a 10 anos? Como me vejo daqui a 10 anos? Eu me vejo cantando, acima de tudo. Estou sempre preparada para novas experiências, adoro conhecer, estudar e me aprofundar em coisas novas, mas cantar é algo muito definitivo pra mim, pois ele é um sonho que eu realizo todos os dias. É onde eu me encontro de verdade. Não importa em qual circunstância, como ou onde… Daqui a 10 anos, estarei cantando. E aprendendo. Constantemente.

 

Sobre o autor

Andrea Daoud

Sou publicitária há 20 anos, iniciei editando o tabloide Elitte em 1996 e em 2011 parti para a edição da revista Elitte Luxo mostrando moda e estilo de vida. Curiosa e falante, como geminiana que sou, percebi a minha vocação para o jornalismo. A vontade de saber de tudo um pouco, sempre fez parte de mim. Na escola, no trabalho sempre gostei de aprender um pouco mais, mas quando o tema é sobre o ser humano me encanta.. Questionar sempre foi o meu forte. Apaixonada por fotografia iniciei um curso básico o qual pretendo concluir em breve.. Também sou estudiosa acerca da doutrina espírita e procuro a cada dia me voltar para o enriquecimento da alma: nosso maior tesouro.

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